Governador do ES critica Fundação Renova e cobra agilidade na reparação de atingidos

09-10-2019   Redação Imprimir

O governador do Espirito Santo, Renato Casagrande (PSB), classificou o trabalho da Fundação Renova, criada pela Samarco para atuar na reparação dos atingidos, como ruim, péssimo, burocrático e ineficiente.  O chefe do Executivo estadual esteve em Belo Horizonte para participar de reuniões, entre elas com o governador Romeu Zema (Novo). 

“É uma fundação que desenvolve ação, mas nossa cobrança é que tenha agilidade. Está lento no Espírito Santo e em Minas Gerais. As pessoas estão reclamando muito com relação às indenizações e às obras de infraestrutura, saneamento, reflorestamento e qualificação profissional. O modelo que foi estabelecido burocratizou demais e não temos resposta”, cobra.

Conforme o governador, mais de 100 mil pessoas foram atingidas no Espirito Santo. “Cobramos uma entrada mais forte do Ministério Público e do Judiciário para tomada de medidas para agilidades. Têm muitos questionamentos, por exemplo, quem pode ou não receber. Se deixar por conta da fundação Renova isso pode demorar muito tempo”, alega. 

Apesar das reclamações em relação à reparação, Renato Casagrande espera que a Samarco consiga, ainda neste mês, autorização das obras que deve possibilitar o retorno das atividades da mineradora no segundo semestre do ano que vem. “A Samarco tem possibilidade real de conquistar e ter autorização para retomar as atividades de mineração. É uma notícia boa para a economia.”

Em nota, a Fundação Renova diz que “foram definidas diretrizes para a elaboração e implantação de uma solução ampla, global, coordenada e extrajudicial” e que “que trabalha continuamente para aperfeiçoar seus processos de gestão”. 

Confira a nota na íntegra 

A Fundação Renova foi criada em 2016 para implementar os 42 programas estabelecidos no Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado em 2016 pela Samarco, Vale, BHP e governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Instrumento inovador, o TTAC determinou não só a criação da Fundação, como também que os programas de reparação e compensação tivessem a construção coletiva em sua constituição.

Foram definidas diretrizes para a elaboração e implantação de uma solução ampla, global, coordenada e extrajudicial. A Fundação Renova esclarece que trabalha continuamente para aperfeiçoar seus processos de gestão, como mostra a reunião realizada na tarde dessa segunda-feira com os governos de Minas Gerais, do Espírito Santo e Ministério Público, e assegura que está aberta a todas as oportunidades para melhorar os modelos implementados até agora, sempre em parceria com as partes envolvidas em sua governança.

Fonte: Rádio Itatiaia