Setembro Verde: Sesa inicia campanha para estimular doação de órgãos

03-09-2019   Redação Imprimir

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou, nesta segunda-feira (02), a abertura da campanha “Setembro Verde”, que tem como objetivo estimular a doação de órgãos em todo Espírito Santo. A solenidade aconteceu no auditório do Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. As ações durante todo o mês serão coordenadas pela Central de Notificação, Captação e Doação de Órgãos (CNCDO).

A campanha “Setembro Verde” é alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, que é lembrado no próximo dia 27. No Espírito Santo, a Lei Estadual 10.374/2015 inclui no calendário oficial do Estado o “Setembro Verde” como o Mês de Conscientização Sobre a Doação de Órgãos.  Até esta segunda-feira, 1.216 pessoas aguardam por um transplante. O número, porém, varia dia a dia.

Representando o secretário de Saúde, Nésio Fernandes, o subsecretário de Regulação e de Organização da Atenção à Saúde, Tadeu Marino, que há cinco anos realizou um transplante de rim, destacou a importância da doação.

“Não existe o transplante sem o sim. E o sim é da família. Temos que conversar com as nossas famílias, pois na hora mais sofrida, é a hora da decisão de fazer a permissão de doação. Isso é fundamental”, disse Tadeu Marino.

Para a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Maria Machado, endossou a fala do subsecretário sobre a importância da família. “Encorajamos as pessoas, especialmente as famílias, que conscientemente e com a devida proteção legal, doem órgãos como gesto de amor solidário. Certamente estamos diante de um gesto nobre e altruísta. Um ‘sim’ à vida”.

Além de Marino e da coordenadora da Central Estadual de Transplante, estiveram presentes na solenidade, a supervisora da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Leila Rusciolelli; o presidente da Associação Providas Transplantes, Adauto Vieira Almeida; o presidente da Unimed, Fernando Ronchi; o médico chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Meridional, Gustavo Peixoto; e o chefe de transplante renal, Lauro Vasconcelos.

Há um mês a família do funcionário público João Victor Batista foi surpreendida com a notícia da morte da mãe Iolanda Batista do Nascimento. Após um acidente vascular cerebral (AVC), foi constatado a morte cerebral da balconista. Mesmo com o sofrimento, a família decidiu pelo sim à doação de órgãos.

“Para nós está sendo muito reconfortante, mesmo nesse período de luto que a família está passando. É com alegria também estarmos com esse pensamento de que a nossa mãe está ajudando outras pessoas”, contou João Victor.

No outro lado, o médico Jaílson Totola, que há quatro anos recebeu um fígado por meio do sim de uma família. “É muito emocionante quando vemos a família de um doador, pois para nós que ficamos naquela fila, não é fácil. E de repente surge alguém e o seu médico te liga e fala que tem um doador. Graças a uma família de doadores, que disse sim eu estou vivo. Hoje eu não estaria aqui para contar a vocês, mas graças à doação eu estou aqui”, falou emocionado.

O médico fez um apelo: “Peço a todos que falem a sua família que vocês são doadores de órgãos. Ajudem a salvar vidas”.

Para o aposentado Jaider Andre dos Reis, a vida do filho Fabio Henrique, que era transplantado de rim desde os cinco anos, mas faleceu aos 13 devido à infecção hospitalar, o fez ser apoiador da causa e ajudar à campanha da doação de órgãos. “Recentemente eu comecei uma campanha para incentivar a doação de órgãos, pois naquela época do meu filho, eu presenciei muito sofrimento. Não adianta você dizer que é doador, se não comunicou à família. Quero poder falar isso com as pessoas, mostrar que a doação salva vidas”.