Encontrou um animal marinho em apuros? Acione o Ipram!

23-02-2017   Zenilton Custódio Imprimir

Vivemos em um Estado costeiro, portanto é natural que de vez em quando nos deparemos com situações envolvendo animais marinhos em apuros. Uma baleia encalhada na areia, uma tartaruga presa na rede, um pinguim desorientado ou com um elefante marinho doente. 

Em qualquer dessas situações, não se desespere. Entre em contato com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram). O telefone para resgate é 0800-395-005. Fundado em 2010, o instituto já atendeu mais de 1.000 aves marinhas, em sua maioria pinguins, e cerca de 200 tartarugas. 

Além desses animais, o Ipram já auxiliou no tratamento e também no resgate de alguns mamíferos marinhos de maior porte, como é o caso do elefante marinho conhecido como Fred, que frequentemente aparece pelas praias capixabas necessitando de cuidados.

Em quantidade, os pinguins são os animais marinhos que mais ocupam o centro de reabilitação para tratamento. Durante o inverno, essas aves típicas do Polo Sul, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte, seguindo correntes marinhas em busca de alimento. 

Entretanto, nos últimos anos, os pinguins começaram a se aproximar muito da costa do mar, chegando a encalhar nas praias. O Ipram passou, então, a tratar as aves que, depois de reabilitadas, são soltas e retornam ao seu habitat. 

Quando não há notícia dos pinguins pelas praias isso significa que eles estão bem. Encontraram alimento longe da costa, podendo voltar para seu habitat natural com segurança.A recuperação de animais marinhos acontece durante todo o ano. O período de maior trabalho é durante o inverno, quando muitos pinguins e tartarugas chegam ao mesmo tempo no centro de tratamento. 

O Ipram, entre junho e julho de 2012, chegou a receber mais de 400 pinguins para reabilitação, vindos da Bahia e do Rio de Janeiro. O médico veterinário e diretor-presidente do Ipram, Luís Felipe Mayorga, alerta para os cuidados que as pessoas devem tomar ao encontrar algum animal nas praias. Há um tratamento diferente para cada espécie. 

As tartarugas devem ser colocadas na sombra e mantidas úmidas, já os pinguins e outras aves devem ser mantidos secos e aquecidos e nunca devem ser molhados ou colocados em caixas com gelo. Essa é uma orientação importante. 

Mayorga acredita que hoje as pessoas estejam mais conscientes em como reagir ao encontrarem esses animais. “Hoje em dia a população está bem informada. O trabalho das organizações não governamentais (ONGs) e dos órgãos governamentais, divulgando informações e conscientizando sobre o assunto, vem ajudando a educar as pessoas”, afirma.

Ele ainda falou sobre como é importante a consciência ambiental de todos. “Jogar lixo nas ruas e em valões acaba prejudicando os animais, pois toda essa poluição vai parar no mar”, disse Mayorga.

Atualmente estão recebendo cuidados 17 tartarugas marinhas; três atobás, aves marinhas que nascem em Abrolhos, na Bahia; e um trinta-réis-das-rocas, ave oriunda do Atol das Rocas, no Nordeste do Brasil. Pela primeira vez essa espécie está sendo tratada pelo Ipram.  A ave chegou fraca e magra, com esgotamento energético, mas após os cuidados já apresentou significativas melhoras.

Atualmente, o Ipram conta com dois veterinários, três biólogos e três estagiários em sua equipe e ainda com a participação de voluntários. O custo de tratamento dos animais marinhos varia muito, pois cada um necessita de cuidados diferentes. 

O pinguim consome aproximadamente 1 kg de peixe por dia e possui um custo de 300 reais por mês com medicamentos. Portanto. Só para lembrar: se um animal marinho for encontrado encalhado na praia, o telefone para resgate é 0800 395005.